
23/01/2012
UMA ANALISE DA NEGOCIAÇÃO DE UMA
PERSPECTIVA DE UMA PRESTADORA DE SERVIÇO LOGÍSTICO.
RESUMO
A economia atual define um
cenário no qual é indispensável firmar acordos, parcerias e alianças, sendo
necessária uma constante negociação no mundo corporativo. Ao revés de períodos
anteriores, em que a comunicação era feita face a face, e sem preparação e
utilização de técnica nenhuma, atualmente estamos diante de um novo contexto,
em que as pessoas interagem, cada vez mais, apoiadas pela tecnologia e modelos
de gestão de negociação. Este fato tem influenciado a forma como as relações
sociais são estudadas, e a negociação é uma das formas de relação social que
tem sido influenciada por estas mudanças. Diante disso, analisamos o setor de
transportes que vem aumentando constantemente na última década com incentivos
governamentais. Os setores de comércio e de transportes, armazenagem e correio
marcaram maiores altas dentro do Produto Interno Bruto (PIB) as prestadoras de
serviços, que aumentaram 1,1% no primeiro trimestre de 2011, ante os últimos
três meses do ano de 2010. Conforme
dados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas
(IBGE, 2011), estes setores registraram crescimento de 1,9% e 1,7%,
respectivamente, no primeiro trimestre de 2011 ante o quarto trimestre de 2010.
Deste modo, o que constitui a essência
deste trabalho é uma análise dos principais aspectos que envolvem a negociação,
com o objetivo de demonstrar e identificar os diferentes mecanismos utilizados
no segmento prestador de serviço logístico juntamente com um estudo de caso em
uma empresa prestadora de serviço logístico localizada no interior de São
Paulo.
Palavras-chave: Negociação, empresas prestadoras
de serviços logísticos, sistemas de
negociação em transportes, vantagem competitiva.
ABSTRACT
The current economy defines a scenario in which it is necessary to enter agreements, partnerships and alliances, which requires a constant negotiation in the corporate world. Setback of the previous periods, in which the communication was done face to face, and without preparation and use of any technique, we are currently facing a new context in which people interact, increasingly supported by technology and management models negotiation. This fact has influenced the way social relations are studied, and trading is a form of social relationship that has been influenced by these changes. Therefore, we analyzed the transport sector has been increasing steadily over the last decade with government incentives. The sectors of trade and transport, storage and mailing scored highest increases in the Gross Domestic Product (GDP) to service providers, which increased 1.1% in the first quarter of 2011, up from last three months of 2010. According to data published by the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE), these sectors grew by 1.9% and 1.7% respectively in the first quarter of 2011 compared to the fourth quarter of 2010. Thus, what constitutes the essence of this work is an analysis of the main aspects involved in the negotiation, in order to demonstrate and identify the different mechanisms used in the segment of logistics service provider with a case study in a service provider company logistics located in São Paulo.
Keywords: Trading companies providing logistics services, trading systems in transport, competitive advantage.
The current economy defines a scenario in which it is necessary to enter agreements, partnerships and alliances, which requires a constant negotiation in the corporate world. Setback of the previous periods, in which the communication was done face to face, and without preparation and use of any technique, we are currently facing a new context in which people interact, increasingly supported by technology and management models negotiation. This fact has influenced the way social relations are studied, and trading is a form of social relationship that has been influenced by these changes. Therefore, we analyzed the transport sector has been increasing steadily over the last decade with government incentives. The sectors of trade and transport, storage and mailing scored highest increases in the Gross Domestic Product (GDP) to service providers, which increased 1.1% in the first quarter of 2011, up from last three months of 2010. According to data published by the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE), these sectors grew by 1.9% and 1.7% respectively in the first quarter of 2011 compared to the fourth quarter of 2010. Thus, what constitutes the essence of this work is an analysis of the main aspects involved in the negotiation, in order to demonstrate and identify the different mechanisms used in the segment of logistics service provider with a case study in a service provider company logistics located in São Paulo.
Keywords: Trading companies providing logistics services, trading systems in transport, competitive advantage.
INTRODUÇÃO
Nos dias de hoje há um consenso
que a integração é um dos vetores determinantes para a realização de uma cadeia
de suprimento (Suply Chain) verdadeiramente eficiente. Christopher (1988)
menciona que os negócios estão cada vez mais sem limites, demonstrando que as
barreiras funcionais internas estão sendo eliminadas por uma administração
horizontal dos processos e operações que, externamente, a separação entre
vendedores, distribuidores, clientes e a empresa está sendo gradualmente
reduzida.
Anderson e Lee (1999) relatam que os elementos
de uma cadeia de suprimento devem estar atuantes tanto no planejamento, quanto
na execução de suas estratégias, para alcançar uma cadeia de suprimento
sincronizada e aplicada.
Diversas
corporações têm usado diferentes estratégias e métodos para melhorar o
desempenho da eficiência de seus negócios e aperfeiçoar o relacionamento com
seus clientes e parceiros nos ciclos de desenvolvimento, fabricação, suporte e
vendas atingindo a eficácia de seus objetivos.
Uma
das características das diferentes estratégias é a adoção de técnicas e métodos
que contribuem para uma melhor conexão entre os participantes de uma rede de
relacionamento, permitindo aos integrantes de uma cadeia de suprimentos
compartilhar diferentes informações que compõem a estrutura da cadeia, como,
por exemplo, dados sobre a situação de estoque, pedidos e entregas.
A integração da Supla
chain proporciona um novo modelo de criação de valor, no qual os processos e
operações que transitam são acelerados, incorrendo em menores tempos no ciclo
das transações. Todo ciclo da cadeia de
suprimentos será realizado de forma estratégico e dependerá de agilidade na
reposição e da logística estabelecida. Os prestadores de serviços logísticos
serão fundamentais para a operação e sucesso da cadeia de suprimentos.
Entretanto, a coordenação
dessas interligações demanda capacidade de negociação para definição dos
interesses comuns de modo a concluir os acordos e estabelecer a estrutura
dessas relações. Freitas (1994) ressalta que as organizações são sistemas
políticos em que o comportamento de negociação é,atualmente, uma condição
indispensável de sobrevivência.
Entretanto, mesmo
ressaltando a importância da negociação para efetivação desses relacionamentos
e a tendência de utilização de métodos e técnicas para realizar essas
parcerias, existem dúvidas quanto à aplicação apropriada da tecnologia e
metodologia para dar suporte ao processo
de negociação.
Dessa forma, o objetivo desta pesquisa é
demonstrar uma análise da negociação
considerando os aspectos do processo que favorecem a adoção de técnicas e
metodologias para a negociação. Os aspectos analisados, teremos dois principais:
a comunicação e a tomada de decisão.
È importante mencionar
que, embora o enfoque desta pesquisa seja a negociação entre parceiros
comerciais e as técnicas e metodologia de negociação que pode ser oferecido
para facilitar essas negociações, esta pesquisa não possui a pretensão de apresentar
um estudo detalhado sobre essas redes de relacionamento na cadeia de
suprimentos.
O objetivo magno é identificar e mostrar como a técnicas e metodologia de negociação pode ser utilizada
de forma a adequar essas negociações ao contexto atual caracterizado pela
globalização, pela grande necessidade de se estabelecer parcerias e fortalecer relacionamentos
e a forte tendência em se utilizar técnicas de negociação como meio de
facilitar a integração. Neste mesmo sentido demonstrar os resultados que podem
ser conquistados na utilização destas técnicas e metodologia para a negociação.
NEGOCIAÇÃO: ASPECTOS CONCEITUAIS
A importância e a complexidade das negociações,
como as conseqüências das tomadas de decisões durante o processo e operações
proporcionaram diversas pesquisas que,
por meio de diferentes visões teóricas, estabelecem perspectivas diferentes do
processo. Uma característica que diferencia essas perspectivas é a diferença
entre pesquisa normativa, descritiva e prescritiva (Bell, Raiffa e Tversky,
1989).
O enfoque do estudo
normativo é a criação de modelos formais da negociação que, a partir do
princípio da racionalidade dos negociadores, podem ser utilizadas para
facilitar a obtenção de compromissos estáveis e eficientes (Neale e Bazerman,
1991).
A pesquisa prescritiva, o
objetivo principal é desenvolver técnicas que direcionam os negociadores na
maneira como eles devem se comportar. Essa abordagem está baseada em prescrever
o comportamento dos negociadores sem preocupação maior com o entendimento de
como os negociadores normalmente se comportam. Modelos norteados na teoria da utilidade
e em outros métodos e metodologias aplicáveis ao processo decisório são exemplos
de soluções propostas para representar e dar suporte à decisão na negociação
(Kersten e Noronha, 1999).
Concluindo com a última teoria
considerada para classificar os estudos em negociação, segundo Bell, Raiffa e
Tversky (1989), é a teoria descritiva,
que normalmente é a perspectiva mencionada por cientistas comportamentais,
historiadores, psicólogos, sociólogos, antropólogos e cientistas políticos.
Esses profissionais tem o enfoque na descrição e análise das percepções e
comportamento dos negociadores e suas implicações no processo e nos resultados conquistados.
Divergências individuais, influências sociais
e a influência do ambiente são discutidas nesta perspectiva (Kersten, 2002;
Neale e Bazerman, 1991).
Diante destas diferentes
abordagens, pode-se afirmar que a elaboração de um sistema de suporte à
negociação passa necessariamente pela análise dessas teorias para que seja
possível demonstrar quais e como os diferentes elementos apresentados em cada
uma dessas perspectivas podem contribuir para a definição das funcionalidades
desses sistemas.
Entretanto, estas
abordagens devem ser analisadas com detalhes, pois a cooperação entre essas
perspectivas pode trazer algumas inconsistências e contradições, devido às
diferentes conceitos, notações, terminologias e concepções geradas por cada uma
delas.
Almeida e Martinelli (1997) apud Cohen afirmam
que negociação pode ser definido simplesmente como: “campo
de conhecimento e empenho que visa à conquista de pessoas de quem se deseja
alguma coisa” e “uso da informação e do poder, com o fim de influenciar o
comportamento dentro de uma rede de tensão”. Com uma visão diferenciada, Fisher, Ury e Patton (2005), relatam que, negociação é
“processo de comunicação bilateral com o objetivo de se chegar a uma decisão
conjunta” .
As diversas definições apresentadas levam
para um único fim a busca do melhor resultado em um acordo apresentando ética e
moralidade na busca dos negócios, pois as negociações não se restringem ao
mundo corporativo e está de fato no cotidiano de cada indíviduo.
Etapas da negociação
Como todo processo, a
negociação ocorre por meio da efetivação de algumas etapas nas quais as tarefas
pertinentes ao processo devem ser realizadas. No planejamento de técnicas e
metodologias para apoiar a negociação é importante considerar o fluxograma
dessas atividades.
Kersten e Noronha (1999) conceituam
uma negociação como um processo dividido em três fases: pré-negociação,
condução da negociação e pós-negociação.
Na primeira fase de
pré-negociação, o objetivo é o conhecimento da negociação. Esta fase refere-se
a análise do contexto, que inclui o objeto a ser negociado e ao outro
interlocutor, investigação dos interesses, alternativas, opções para criação de
valor de acordo com os interesses, estratégia e objetivo. Além disso, cada
negociador deve planejar a negociação.
A próxima fase da
negociação, é a condução da negociação, envolvendo barganhas, trocas de
mensagens, ofertas e contra-ofertas para obter o acordo. Nesta etapa, as partes
agem segundo uma estratégia, definindo o tipo da negociação .
A fase de pós negociação
é caracterizada pela avaliação dos resultados obtidos e do compromisso das
partes envolvidas na negociação, incluindo o acordo alcançado e a avaliação da
satisfação dos negociadores voltado para o sentimento de ser justo e razoável.
Independentemente da
forma como os autores propõem o modelo da negociação, a importância da fase de
preparação é sempre enfatizada. Para o negociador, a preparação significa compreender
sua própria posição, objetivos e seus interesses, a posição e os interesses
da(s) outra(s) parte(s), devem ser analisado e ser feito uma análise sob a
percepção e estudo do outro interlocutor.
Watkins (2004) entende
que as etapas da negociação devem ser mais detalhada apresentando as seguinte
sequência de um fluxograma:
ETAPA 1: Considere o que seria um bom resultado para
você para o outro lado. Essa primeira etapa identificação de objetivos e
interesses é necessário a realização dos questionamentos abaixo como:
Perguntas básicas a serem realizadas:
- O que eu
consideraria um bom resultado?
- Quais são
as minhas necessidades, e qual a ordem de prioridade entre elas?
- Depois faça
as mesmas perguntas da perspectivas do outro lado.
As respostas obtidas nestes questionamentos
proporcionariam a visão dos reais interesse na negociação dos dois lados dos
interlocutores, pois identificaria e facilitaria a negociação visando
otimização dos resultados para ambos os lados.
ETAPA 2: Identifique possíveis oportunidades de
criação de valores. Neste momento a opção de mostrar valores além do esperado
torna a negociação mais justa e agradável, indicando vetores não analisados que
serão geradores de resultados melhores futuros.
Os valores criados devem seguir as seguintes
características: 1)criação de valor para os dois lados; 2)Os valores não
precisam ser necessariamente financeiros, valores com foco na emoção e no bem
estar podem ser fundamentais em suas apresentações; 3) Os valores devem ser
criados nas principais necessidades ou objetivos para gerar uma importância
relevante pois se agregar nos objetivos acessórios poderão não levar a eficácia
da negociação.
ETAPA 3: Identifique a sua melhor alternativa a
negociação de um acordo e o seu preço de reserva fazendo o mesmo com seu
interlocutor da negociação. Nesta etapa identificar quais são suas melhores
alternativas vantagens e desvantagens dentro da negociação possibilitará maior
agilidade e fechamento de um acordo. Entende-se não ser fácil conseguir
informações e dados para conhecer a melhor alternativa de acordo do outro lado,
porém se conseguido essa façanha a possibilidade de um resultado ótimo para o
fechamento da negociação é muito provável.
Nesta etapa o preço de reserva se refere a margem de
valores que se tem para negociar o máximo e mínimo que se pode chegar em uma
negociação. Então quando identificamos o preço de reserva do negociador oposto
podemos explorar o maior valor. Nesta etapa sugere-se algumas técnicas para
melhor aplicação:
— Identificar
as melhores condições para negociar.
— Identificar
os limites da melhor alternativa a negociação de um acordo.
— Analisar
todas as possibilidades e suas consequencias.
ETAPA 4: Reforce a sua melhor alternativa a
negociação de uma acordo. Deixar em evidencia seus benefícios, vantagens da
negociação, os limites e o que o negócio proporcionará a outra parte é
fundamental para o convencimento e influência a respeito do estabelecido.
Dessa forma sugere-se a aplicação do seguinte:
— Incremente
sua melhor alternativa a negociação de um acordo que o deixará em uma posição
mais forte e evidente para o fechamento do negócio.
— A
melhor alternativa a negociação de um acordo deve ser reforçada na fase da
preparação e durante as conversações com
o outro lado. Assim, se estabelecerá um ponto de partida sobre as necessidades
do oponente.
— Evitam
pareceres sem fundamentos deixando claro para o outro lado para o outro lado
que há uma possibilidade de abandonar as negociações caso não seja atendidas
aspectos básicos.
Esses princípios mencionados são técnicas que podem
ajudar na negociação principalmente quando o opositor não conhece modelos e
técnicas de negociação, e se forem conhecedores destas tratarão com respeito as
pessoas do outro lado da mesa para
fechamento do negócio.
ETAPA 5: Antecipe-se á questão da autoridade. È
importante identificar quem possui autonomia para o fechamento de negócio, pois
muitas vezes a negociação pode ser realizada para identificação dos interesses,
e a pessoa com autoridade para concluir o negócio nem sequer sentou-se a mesa de negociação. Para evitar isso é
necessário fazer algumas averiguações como: 1)Identificar o verdadeiro
responsável pela decisão. 2) Todos nossos argumentos são ouvidos diretamente
pelo responsável pela decisão. 3)O benefício do bom relacionamento estabelecido
na mesa de negociações provavelmente se refletirão no acordo e em suas
implementações. 4) Reunir todos ligados na decisão para evitar mal entendido e
economizar tempo. 5) Averiguação do nível real de autoridade. 6)Averiguação de
quem estará na mesa de negociações. 7)
Qual é o cargo dessa pessoa e sua área de responsabilidade. 8) Há quanto
tempo o representante do outro lado trabalha na empresa. 9) Como é a estrutura
da empresa (é muito hierarquizada com os poderes decisórios concentrados na
alta administração ou é relevante descentralizada). 10) Como o negociador é
visto dentro da organização.
Estes dez itens a serem checados não são condições
obrigatórias de resposta de todos os itens para se obter o sucesso, mas o
conhecimento de alguns destes podem mudar o rumo da negociação e tornar-se
menos desgastantes.
ETAPA 6: Descubra tudo o que puder sobre valores,
pessoal e a cultural, seus objetivos e ponto de vista sobre o assunto. As
informações sobre os valores éticos e morais, os pontos importantes em uma
relação e comportamento cultural que o seu interlocutor pertence essas
informações facilitam e torna a negociação agradável podendo ter pontos
travados que serão solucionados pelas considerações de alguns destes aspectos.
Nesta fase indicam-se alguns pontos que podem ser levantados.
- Quem são os
negociadores do outro lado da mesa?
- São
negociadores novatos ou experientes?
- São do tipo
agressivo ou conciliador?
- A cultura e
sua organização é burocrática ou empreendedora?
- Quem está
negociando tem autoridade para
fechar o negócio?
- O que
pretendem conseguir e qual a importância desta negociação para seus
negócios?
È evidente que estas respostas serão auxiliadoras na
negociação e não uma garantia de sucesso e algumas destas respondidas somados
com outros aspectos de etapas anteriores deixará melhor preparado e com maior
probabilidade de sua eficácia ser atingido.
ETAPA 7: Prepare-se para ser flexível no processo
não se atenha a uma sequência rígida. Muitos negociadores entendem como
vantajoso seguir de forma rígida nas negociações deixando uma pequena
flexibilidade para o fechamento. Acontece que muitos acordos deixam de
prevalecer devido no desenvolvimento da negociação não existir compreensão e
flexibilidades nos objetos acessórios prejudicando o fechamento do objetivo
principal.
As negociações geralmente apresentam dados
imprevisíveis ou situações inesperadas que exigem uma inteligência emocional
para retomar as vantagens da negociação, a flexibilidade é a forma de exercitar
as emoções e palavras no momento certo.
ETAPA 8: Reúna parâmetros e critérios externos para
avaliar a equidade do acordo. Neste momento os dois lados devem acreditar que o
acordo foi justo e razoável é fundamental ambas as partes saírem satisfeito na
realização de um acordo.
Fontes confiáveis e de notoriedade
no mercado devem estar presentes para demonstrar a viabilidade do acordo, estas
devem estar impressas e documentadas na apresentação de documentação em uma
negociação.
ETAPA 9: Altere o processo a seu favor. Primeiramente
identifique a situação que está se em desvantagem ou em vantagem juntamente com
as condições de idoneidade, ética e moralidade. Caso constata-se que idéias
sendo ignoradas em uma negociação formal, aparentando que houve combinações
entre partes para se obter um resultado diferenciado do comum.
Na pauta das negociações apresente de forma
extravagante a imparcialidade de interesses e as pessoas envolvidas estão se
curvando a alguém dotado de mais influência na organização não obstante a sua
argumentação. Há uma possibilidade de um acordo forjado baseado na espécie que
um lado quer ganhar e proporcionar o máximo de perda ao oponente.
Diante disso, as soluções que poderão ser tomada são
as seguintes: 1) Não focar nos aspectos substantivos da reunião; 2) Não atacar
o problema de imediato; 3) Solicitar novo encontro mostrando a necessidade de
outros componentes na mesa; 4)Trabalhar nos bastidores na disseminação de
idéias para convencimento de outros
Considerando as
particularidades de cada etapa apresentada, para a definição correta das funcionalidades
de um sistema de suporte à negociação, é necessária uma análise cuidadosa das atividades
envolvidas em cada uma dessas etapas. Além disso, em função do destaque dado à
etapa de preparação
pelos pesquisadores em negociação, pode-se concluir que uma porção considerável
dos benefícios que as técnicas e metodologia pode trazer ao processo de
negociação na utilização no suporte aos negociadores.
Elementos
da negociação
Este estudo é
direcionado pelas técnicas e metodologia de negociação. Conseqüentemente, além
dos processos que envolvem a negociação, é importante mencionar alguns aspectos
que podem influenciar qualquer tentativa de automatizar parcialmente ou
totalmente o processo.
A primeira
característica a destacar é a diferença entre a estratégia de negociação e o
protocolo assumido pelas partes durante uma negociação. A forma da tomada de
decisão dos negociadores faz parte da estratégia adotada. Nas negociações, a
estratégia é particular, subjetiva e privada representando a maneira como as
partes agem para alcançar melhores resultados considerando as regras
estabelecidas.
Essas regras
definem o protocolo da negociação que determina o fluxo de mensagens e as ações
permitidas durante o processo, ou seja: quem pode, o que pode e quando pode. A
regulamentação definida no protocolo da negociação deve ser obedecida por todas
as partes envolvidas. O protocolo deve ser público e acessível a todos.
Clarke (1993), afirma
que há três fatores que influenciam diretamente a estratégia adotada pelas
partes: o poder, o tempo e a informação. Uma negociação envolve a mudança das
condições atuais para condições desejáveis para os negociadores. Para que alguém mude é necessário que sofra
uma influência que seja maior que sua capacidade de resistir.
O poder é a capacidade e habilidade para executar
o controle e alcançar os objetivos. Clarke (1993) relata que, o poder em uma
negociação significa ter opções, isto é, não ser dependente de uma solução em
particular, ter legitimidade, conhecimento, segurança, credibilidade e ser
persuasivo.
O tempo é referente
ao momento psicológico em que se colocam premissas e alternativas na perspectiva
do outro negociador. Diz respeito também ao grau de pressão temporal exercido
para decisão do outro negociador.
A informação
relaciona-se o conjunto de informações acerca do processo e dos fatores
externos que podem influenciar tanto o objeto que está sendo negociado como o
comportamento dos negociadores. Essas informações, depois de analisadas,
representam o conhecimento do negociador sobre o contexto da negociação.
Durante o processo, o conhecimento de um negociador pode interferir nas suas
ações à medida que ele consegue identificar as influências externas na
negociação e perceber, nas ações de cada parte, o desejo de cada parte, o tempo de
cada parte, o padrão de comportamento, a predisposição para fazer concessões e
a maneira como as fazem.
Esse conhecimento,
quando acumulado por meio da participação em várias negociações, representa a
experiência do negociador. Todos esses fatores, o conhecimento e a experiência
do negociador, exercem uma influência direta na estratégia adotada por ele.
PRESTADOR
DE SERVIÇO LOGÍSTICO LIGADO A NEGOCIAÇÃO
Prestadoras de Serviços Logísticos
Ao
abordar empresas de logística se faz necessário compreender mais alguns
conceitos e a função de logística. De acordo com o dicionário, Aurélio
(Ferreira 2004), logística vem do francês logistique
e tem como uma de suas definições... “trata do planejamento e da realização de:
projeto e desenvolvimento, armazenamento, transporte, distribuição, manutenção
e evacuação de materiais (para fins operacionais ou administrativos)”.
Segundo
Ballou (2001, p.21):
Logística
é o processo de planejamento, implementação e controle de fluxo eficiente e
economicamente eficaz de matérias-primas, estoques em processo, produtos
acabados e informações relativas desde o ponto de origem até o ponto de
consumo, com o propósito de atender as exigências dos clientes.
Para
Rocha (2003), logística é o processo estratégico pelo qual a empresa organiza e
mantém sua atividade, determina e administra os fluxos de materiais e de
informações internos e externos, tratando de casar a oferta da empresa com a
demanda do mercado em ótimas condições.
Dornier
et al (2000, P.39) conceitua logística como:
A
gestão de fluxos entre funções e negócios. A definição atual de logística
engloba maior amplitude de fluxos que no passado.Tradicionalmente, as
companhias incluíram a simples entrada de matérias-primas ou fluxo de saída dos
produtos acabados em sua definição de logística. Hoje, no entanto, essa
definição expandiu-se e inclui todas as formas de movimentos de produtos e
informações.
Tudo que envolve uma organização referente a compra,
venda, distribuição e manutenção ( pós venda ) de bens e serviços está intrincicamente ligado ao conceito, com
essa percepção, flui claramente a importancia desta ferramenta como diferencial
competitivo no mercado globalizado, onde a melhor estrutura deste conceito
estrategicamente planejada e implementada tende a se destacar tornando-se
referência para o mercado, aqui abro uma
“ ... “ dizendo que se sigo uma referencia estou utilizando-me da ferramento
chamada BENCHMARKING buscando a constante superioridade, esse termo possibilita
um menor custo de implantação já que não se gastaria tanto com pesquisas.
"a Gestão Cadeia Suprimentos abrange
a coordenação de atividades e processos não apenas dentro de uma organização,
mas entre todas as que compõem a cadeia de suprimentos. " (COOPER, LAMBERT e PAGH (1997), p.14).
Seguindo a linha da atualidade constante o termo tem
sofrido mudanças por parte dos consumidores e mercado que no passado compravam
apenas o necessário para algúns dias e nos lugares adequados, agora tem uma
tendência ao consumismo elevado e encontra-se de tudo em todo lugar como
exemplo utilizarei uma padaria onde, num passado não muito distante se comprava
apenas pão e derivados do leite e, atualmente se encontra revistas, carvão,
gáz, entre outros. E o mercado seguindo
esse conceito passou a criar locais onde se encontra de tudo, denominados
shopping e seguindo essa tendência alinhada a tecnologia disponível no mercado
surge então os E-comerce, lojas virtuais na internet onde se vende de tudo,
derrubou-se as fronteiras ou limitações existentes no mercado.
Bowersox
e Closs (2008), afirmam que só se alcança a competência da logística pela
coordenação de (1) projeto de rede; (2) informação; (3) transporte; (4) estoque
e (5) armazenagem, manuseio de materiais e embalagem.
O
grande desafio está em gerenciar o trabalho relacionado a essas áreas
funcionais de maneira orquestrada, com o objetivo de gerar a capacidade
necessária ao atendimento das exigências logísticas.
O
serviço logístico básico é medido em termos de (1) disponibilidade; (2)
desempenho operacional; e (3) confiabilidade do serviço. Disponibilidade significa ter estoque para atender de maneira
consistente às necessidades de materiais ou produtos do cliente. O desempenho operacional está ligado ao
tempo decorrido desde o recebimento de um pedido até a entrega da respectiva
mercadoria. Envolve velocidade e consistência de entrega. O desempenho da
empresa também pode ser apreciado em termos de flexibilidade com que conseguem
atender a solicitações inesperadas dos clientes. Outro aspecto importante do
desempenho operacional está ligado à falha e recuperação, pois em caso de
falha, o desempenho da empresa pode ser avaliado em tempo necessário para a
recuperação. A confiabilidade do
serviço envolve os atributos da qualidade da logística. A chave para a
qualidade é a mensuração precisa da disponibilidade e do desempenho
operacional. Para obter confiabilidade no serviço é essencial adotar medidas
para avaliar a disponibilidade de estoque e o desempenho operacional. Para que
o desempenho logístico atenda continuamente às expectativas dos clientes, é
essencial que a administração tenha um compromisso com o aperfeiçoamento
contínuo.
Novaes
(2007) apresenta os principais elementos conceituais da logística começando
pelo estudo e plano do projeto ou processo a ser implantado. Após o
planejamento e aprovação, inicia-se a fase de implementação e operação. Muitas
empresas acreditam que o processo se encerra na implementação, quando na
verdade todo serviço logístico precisa ser constante.
Figura
1 – Elementos básicos da logística
Fonte:
Adaptado de Novaes (2007)
Para
Fleury e Fleury, (2000), as empresas de logística ao prestar serviços a terceiros
proporcionam uma economia de escala viabilizando investimentos contínuos em
ativos, capacitação gerencial, operacional e tecnológica, além da oportunidade
de aprender constantemente com empresas de diferentes setores e segmentos
resultando em aprimorar sua potencialidade, oferecendo melhores serviços e
menores custos. Com essas vantagens as empresas de logística têm a capacidade
de gerar vantagens competitivas para seus contratantes em três dimensões
adicionais: maior flexibilidade operacional, redução de investimento em ativos,
e foco na atividade central do negócio.
Para
Ching, (1993, p.25)
Logística
exerce a função de responder por toda a movimentação de materiais, dentro do
ambiente interno e externo da empresa, iniciando pela chegada da matéria prima
até a entrega do produto final ao cliente.
Em
geral as atividades logísticas se classificam em dois grupos chamados
respectivamente de Logística de entrada ou de suprimento (inboud logistics) e
logística de saída ou distribuição (outbound logistics).
Figura
2 – Classificação das atividades logísticas segundo a ABML (Associação
Brasileira de Movimentação e Logística) – Adaptado de Novaes (2007).
Levando
em conta a natureza das atividades logísticas oferecidas pelos prestadores de
serviços logísticos, Colin e Costes (1995) apud Novaes (2007 p.285) assim
classificam:
·
Transporte, envolvendo os diferentes modos e
serviços auxiliares, no caso do transporte internacional;
·
Armazém de produtos;
·
Manipulação de produtos, incluindo embalagem,
identificação, composição de kits etc.;
·
Operações industriais, que incluem intervenções
intrínsecas no produto, como montagem final, testes de qualidade, etc.;
·
Serviços de cunho informacional, como
administração de estoques, rastreamento de veículos etc.;
·
Consultoria em engenharia e administração
logística.
A
logística tem um papel muito importante no processo de disseminação da
informação, podendo ajudar positivamente caso seja bem equacionada, ou
prejudicar seriamente os esforços mercadológicos, quando mal formulada. (Novaes,
2007).
O
presente estudo foi realizado na empresa Ruach Transportes e Logística Ltda ME,
localizada na Av. João Pilon, 1547, bairro Nova Cerquilho, no município de
Cerquilho - SP.
Histórico da empresa
A
empresa iniciou suas atividades em janeiro de 2011, após a cisão do grupo
Cerquilho Transportes, onde mãe e filho fundaram a Ruach Transportes e
Logística, trazendo um novo conceito de logística na região com atendimento
personalizado, conquistando seus clientes na forma de atendimento com foco na
qualidade dos serviços.
Hoje
a empresa conta com vinte e cinco colaboradores diretos e três prestadores de
serviço indiretos, onde se revezam em dois turnos. Possui uma estrutura predial
adequada e bem situada, conta com dez veículos segurados com gerenciamento de
risco.
A
Ruach já possui alguns clientes em potencial tais como: Cipatex Impregnadora de
Papéis e Tecidos, Elantas Isolantes Elétricos do Brasil Ltda, Grupo
Schincariol, QGP Química Geral Ltda, Doptex Ind. E Com. Textil Ltda, Lupus Lubrificação
entre outras.
Missão e Visão da empresa
A
missão da Ruach é transportar com qualidade e segurança traçando os melhores
trajetos com tempo eficaz e eficiente na entrega, excelência no atendimento e
na operação logística.
A
visão é a de ser a melhor e maior transportadora da região de São Paulo, sendo
referência de prestadora logística no mercado estabelecendo um novo conceito de
logística.
Dados principais da análise
O
dado adquiridos foram através de documentos e entrevista com o proprietário da
empresa Ruach Transportes a principal análise foi a preparação das etapas para
negociação com um cliente que é um dos principais onde responde por 45% do
faturamento. Esse cliente solicitou uma redução no frete em razão do volume e
os resultados obtidos. Diante disso foi analisada a negociação citada:
Análise
Foi
possível analisar nos pontos fortes da empresa que apesar de pouco tempo no
mercado, a empresa possui uma visão macro do negócio com tecnologia e processos
de gestão inovadores, uma estrutura física e humana apta e capacitada, o que
colabora na área operacional, motivacionando e criando boas condições de
trabalho. Outro ponto forte identificado foi a presença do proprietário nas
relações comerciais todo negociação e tomada de decisão gera em torno desta
pessoa.
O principal ponto fraco observado e mensurado, em virtude de
ainda estar “engatinhando” no negócio, possuir baixo capital de giro, poucos
veículos e um departamento administrativo reduzido, foi a falta de investimento
em Marketing. A empresa necessita criar um plano de ações através de
estratégias de divulgação da empresa como site, banners, propagandas em geral,
anúncios, utilizar canais de comunicação como redes sociais, SMS, entre outros,
a fim de aperfeiçoar a comunicação com os clientes. Esses desafios corporativos
serão geradores de negociações e tomada de decisão de nível estratégico.
As ameaças são constâncias em qualquer segmento, e por se
tratar de uma empresa entrando no mercado sofre com a grande concorrência e com
os poucos contratos fechados, a perseverança e técnicas de negociação tem
ajudado a desenvolver novos negócios e clientes.
A grande oportunidade da Ruach é aproveitar o crescimento do
setor logístico na região, realizar parcerias fortes e se aproveitar da
insatisfação de clientes com alguns concorrentes através de um diferencial
competitivo como o atendimento ao cliente e pesquisas de satisfação. A
negociação com fornecedores para baixar o custo tem sido fundamental para os
resultados e será apresentado o modelo implantado nas negociações.
No mês de julho ocorreu uma negociação com o principal
cliente, que solicitou diminuição no valor do frete que era cobrado 1,3% valor
da nota fiscal da mercadoria mais seguro, para 1% do valor da nota mais seguro.
No pedido do cliente para reunião o proprietário da Ruach
solicitou dois dias pois já havia compromisso na agenda. E iniciou-se a
preparação para negociação com as seguintes etapas:
Primeira etapa, foi identificar no ambiente operacional como
os funcionários do cliente rotulavam o chefe, as informações sobre com que ele
se preocupava, idade e gostos cotidiano também foram descoberto através do
relacionamento comercial com alguns funcionários. Contatou-se que o empresário
após o almoço era o horário que tinha mais disposição e vigor, pois sempre
descansava após sua refeição. Seu modo de vestir no dia a dia era simples que
muitas vezes não se diferenciava dos colaboradores da administração, que sua
preocupação principal foi a queda de vendas de seu produto chefe e estava
reunindo todos fornecedores para diminuir custos. Além disso informaram que o
proprietário não gosta de ser contrariado e tem pensamento limitado em que
busca não analisando a forma macro da situação.
A segunda etapa ocorreu a preparação dos argumentos e
impressão de documentos que comprovasse os argumentos relacionados na reunião,
os argumentos levantados foram:
1)100% das
coletas realizadas no prazo solicitado para isso há um custo e uma dedicação
exclusiva a empresa, pois não fechamos contratos com outras empresas para
mantermos a excelência do serviço prestados.
2)Satisfação
do cliente final emails impressos dos clientes elogiando a eficiência e a
satisfação do serviço prestado.
3)Todo
suporte logístico para departamento comercial e administrativo, emails de
agradecimento dos colaboradores do cliente agradecendo o suporte oferecido.
4)Carregamento
no mesmo valor de diversas cubagem (carrinhos, container de 1.000 lts.)
Diversos materiais de tamanhos diversos pelo mesmo valor o que estaria fora do
combinado.
4.1)Mercadorias
transportadas em caminhões novos e funcionários treinados com baixos índices de
avaria.
5)Entrega de
99% das mercadorias em prazo de 24 horas após coletado.
6)Apoio nas
feiras de exposição (frete cortesia).
7)Aumento do
dissídio da folha salarial em 10%, sendo que o ano passado foi de 6,5% acima do
esperado e orçado, apresentado a
convenção coletiva do segmento de transportes.
8)Aumento do
pedágio nas estradas estaduais. (relatório de extratos do sem parar da rota
realizada).
9)Aumento do
combustível 2,3% (diesel). Relatório do
fornecedor de diesel e apresentação da nota fiscal de compra demonstrando o
acréscimo ocorrido.
10)Estamos
implantando métodos de gestão que são credenciados pelo indicador de qualidade
(ISO).
A última
etapa é a forma de apresentação, optando por uma vestimenta clara e simples
utilizando da comunicação visual a transparência e honestidade, buscando sorrir
e sempre que perceber irritação ou desconforto em algum item abordado desviar o
foco trazendo os benefícios que a Ruach pode oferecer. Toda vez que se mostrar
inflexibilidade conduzir o assunto para as qualidades e resultados obtidos.
Resultados
A
experiência de vários anos do proprietário no segmento faz com que se tenha
essa visão macro do negócio, conseguindo identificar as necessidades dos
colaboradores, pois participa diretamente da área operacional, além de fazer os
contatos com a área comercial, o que fortalece novas parcerias.
A
negociação é principal ferramenta utilizada para alcançar os resultados no que
se diz a conquista de novos clientes se estabeleceu um procedimento de
preparação para negociar. Quando a negociação é interna busca-se um modelo mais
simples, pois já se conhece as particularidades de cada funcionários.
Nesta
negociação o cliente estava irredutível foi necessário a solicitação para fazer
novas análises para atender o cliente e marcado nova reunião. Na próxima
negociação foi solicitado a praça de exportação rota Cerquilho – Santos com
exclusividade e apresentou uma redução de 1,1% no valor da nota fiscal mais o
seguro. O cliente ficou satisfeito apresentando o sentimento de ser um negócio
justo e razoável e a empresa rentabilizou com a nova rota por existir retorno
de cargas desta rota.
conclusão
O crescimento das
empresas no segmento de serviços, fez com que aumentasse a concorrência entre
as empresas, onde para sobreviver neste mercado tão competitivo, será
necessário utilizar seus melhores recursos, habilidades e ferramentas de
negociação, buscando superar as ameaças e aproveitar as oportunidades, a fim de
estabelecer um diferencial competitivo na prestação de serviços, pois nos dias
atuais a boa negociação está relacionada a vantagens para ambas as partes.
As empresas prestadoras
de serviços precisam ter a consciência da magnitude dos serviços com relação
aos clientes, pois ao prestar um serviço o cliente vivencia uma experiência,
que pode ser positiva ou não, é o que muitos autores chamam de “momento da
verdade”, portanto, é a partir desta experiência que o seu serviço poderá
conquistar ou não um cliente, a sensação do ser serviço ser justo e razoável
devem estar presente nos fechamentos dos acordos.
Uma negociação bem
alinhada pode trazer resultados significativos para as empresas. As técnicas de
negociações devem servir para análise dos clientes e do ambientes internos,
preparando as empresas para possíveis mudanças. Dessa forma, as técnicas e
métodos de negociação vem a ser uma ferramenta de gestão que proporciona as
pequenas empresas esse diferencial perante a concorrência analisando os
cenários, os pontos fortes e fracos da situação, ajudando na formulação de
metas e objetivos.
Em
suma, as negociações e suas técnicas não garantirá o sucesso da empresa, porém
oferecerá à organização uma orientação na tomada de decisão e apresentará o
resultado lúcido a ser seguido tendo uma direção a ser seguida de acordo com os
objetivos propostos, aumentando as chances de aproveitar as oportunidades do
mercado, explorando o que a empresa tem de melhor, podendo dessa forma, criar
valor para os clientes e estar à frente de sua concorrência.
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16/01/2012
LOGÍSTICA INTEGRADA
INTRODUÇÃO
Diferentemente do passado onde se
tinha uma situação de controle em longo prazo das tarefas e processos
organizacionais, e para tal era viável colocar em pratica gestão das tarefas
individualmente, buscando desta forma a eficácia das tarefas e por conseqüência
dos processos, garantindo a logística propriamente dita até o destino final dos
produtos, já na atualidade onde os dados, peças chave para os geradores de
informações, mudam constantemente numa velocidade extraordinária devido a
globalização, as informações geradas em tempo hábil faz total diferença para
que a eficiência dos processos Supply Chain Management resulte na eficácia dos
resultados logísticos.
Assim como pensa BALLOU (1993), o
objetivo logísticos é melhorar os serviços oferecidos aos clientes, portanto gestão
da logística pode ser considerada um fator de diferencial competitivo nas
organizações no mundo atual.
Auxiliando essa logística estão as
tecnologias de informação com sistemas integrados gerenciais, como INTERNET, ERP, EDI, VMI, ECR .
Apresenta-se os conceitos básicos de
logística e a interação eletrônica dos dados geradores de informações ou delas
propriamente dita, através dos sistemas integrados, em seguida os impactos de
melhoria da eficiente gestão da cadeia de suprimentos como ferramentas
geradoras do diferencial competitivo.
CONCEITUAÇÃO DA
LOGÍSTICA
O termo logística
possue várias definições entre elas "a
parte da arte da guerra que trata do planejamento e da realização de: projeto e
desenvolvimento, obtenção, armazenamento, transporte, distribuição, reparação,
manutenção e evacuação de material para fins operativos ou
administrativos"., outra definição é a satisfação do cliente ao menor
custo total (Ferreira, 1986, p. 1045), outra significa razão, cálculo, pensar
e analisar. Já no dicionário de inglês significa "O ramo da ciência
militar responsável por obter, dar manutenção e transportar material, pessoas e
equipamentos". E o mais adequado a visão de gestão e que melhor se
enquadra nesse trabalho é "O tempo relativo ao posicionamento de
recursos", que deveria ser
aprimorado para o tempo relativo ao posicionamento de recursos materiais e
intelectuais.
Podemos afirmar
contudo, que a satisfação do cliente final é a razão de ser da logistica.
"logística
é a parte do gerenciamento da cadeia de abastecimento que planeja, implementa e
controla o fluxo e armazenamento eficiente e econômico de matérias-primas,
materiais semi-acabados e produtos acabados, bem como as informações a eles
relativas, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de
atender às exigências dos clientes" (Carvalho, 2002, p. 31).
Tudo que envolve
uma organização referente a compra, venda, distribuição e manutenção ( pós
venda ) de bens e serviços está
intrincicamente ligado ao conceito, com essa percepção, flui claramente a
importancia desta ferramenta como diferencial competitivo no mercado
globalizado, onde a melhor estrutura deste conceito estrategicamente planejada
e implementada tende a se destacar tornando-se referência para o mercado, aqui abro uma “ ... “ dizendo
que se sigo uma referencia estou utilizando-me da ferramento chamada BENCHMARKING
buscando a constante superioridade, esse termo possibilita um menor custo de
implantação já que não se gastaria tanto com pesquisas.
"a Gestão Cadeia Suprimentos abrange a
coordenação de atividades e processos não apenas dentro de uma organização, mas
entre todas as que compõem a cadeia de suprimentos. " (COOPER, LAMBERT e PAGH (1997), p.14).
Seguindo a linha
da atualidade constante o termo tem sofrido mudanças por parte dos consumidores
e mercado que no passado compravam apenas o necessário para algúns dias e nos
lugares adequados, agora tem uma tendência ao consumismo elevado e encontra-se
de tudo em todo lugar como exemplo utilizarei uma padaria onde, num passado não
muito distante se comprava apenas pão e derivados do leite e, atualmente se
encontra revistas, carvão, gáz, entre outros.
E o mercado seguindo esse conceito passou a criar locais onde se
encontra de tudo, denominados shopping e seguindo essa tendência alinhada a
tecnologia disponível no mercado surge então os E-comerce, lojas virtuais na
internet onde se vende de tudo, derrubou-se as fronteiras ou limitações
existentes no mercado.
Cabe a supply chain management (
gestão da cadeia de suprimentos ) estar alinhadas as estruturas destas empresas
virtuais e físicas propiciando seu sucesso logístico. E aqui fica uma ênfase na
questão, O que faz o consumidor comprar da loja virtual “N” e não comprar da
”Z” ? Sem dúvida essa questão se responde no momento em que a logística
empregada por traz da aparência da loja virtual se destacar, alcançando a
eficácia do processo, refletida pela satisfação do cliente.
PROCESSO LOGISTICO
Segundo BAGLIIN (1990), logística é
uma função da empresa que se preocupa com três processos chaves, que são o fluxo
físico do suprimento de matérias – primas, assim como a produção e distribuição
dos produtos até o destino final.
Segundo BALLOU (1993), logística é a
integração entre distribuição e administração dos materiais, ele retrata
individualmente os processos por ele divididos em suprimentos físicos e
distribuição física onde o suprimento trata de matérias-primas e a distribuição
trata de produtos acabados, ambos desenvolvem as mesmas tarefas como:
transporte , manutenção de estoques, processamento de pedidos, embalagem
protetora, armazenagem, manuseio de materiais, manutenção de informações. E se
diferem na seguinte tarefa enquanto no suprimento físico ocorre a ferramenta de
obtenção da matéria prima na distribuição física ocorre a tarefa de programação
da produção de produto acabado. E essas tarefas refletem o diferencial no menor
custo para empresa e por conseqüência maior rentabilidade.
Segundo VIANA (2002), diz que a
logística é a integração entre suprimentos e distribuição de produtos,
utilizando-se do planejamento, coordenação e execução, diminuindo custos e maximizando
a competitividade no mercado.
"a
logistica se divide em dois tipos de atividades, as principais e as secundárias
onde , principais – transportes,
gerenciar os estoques, processamento de pedidos e secundárias – armazenagem, manuseio de materiais, embalagem, obtenção
/ compras, programação de produtos e sistema de informação" (Carvalho,
2002, p. 37).
Percebe-se que com o passar dos tempos
vem se aprimorando esse conceito, e como tudo na vida está aberto ainda a
mudanças, novas teses e opiniões sobre o tema serão utilizadas, já que se trata
de um tema Supply Chain Management tão relativamente recente nas
organizações, sua evolução se deu
através dos termos : LOGISTICA ,
LOGISTICA INTEGRADA , SUPPLY CHAIN MANAGEMENT.
- LOGISTICA
– é a área da gestão responsável por prover recursos , informações e
equipamentos, para execução das
atividades de uma empresa.
- LOGISTICA
INTEGRADA – é toda parte
relacionado a armazenar e movimentar elementos de uma organização, desde a
matéria até a concepção, no sentido de atender o cliente final.
- SUPPLY
CHAIN MANAGEMENT – é a união dos
vários sistemas administrativos que vão desde a matéria-prima propriamente
dita, passando pelos canais de distribuição até o cliente final, no
intuito de compartilhar administrações nos processos e informações de
gestão, agregando agilidade, maior confiabilidade, menor custo, no menor
tempo hábil possível.
Seguindo o pensamento de BAGLIN (1990)
existem ligações internas entre departamentos das empresas que interagem entre
si pela ferramenta logística, são eles produção, gestão de recursos humanos,
finanças e marketing, onde cada um deles tem suas especificações próprias de
inteiração com a logística exemplo:
Produção – orçamentos, planejamento
dos custos de revenda, quadros demonstrativos nos diversos níveis;
Gestão de Recursos Humanos – formas de
recrutamento e provisão de pessoal;
Finanças – tempo de giro dos estoques
e políticas de investimentos;
Marketing – produtos ofertados ao
mercado, formação de preço dos bens e serviços, metodologia de distribuição e
tempo de entrega.
Já BALLOU (1993) disponibiliza em sua
obra a idéia de integração da logística entre os departamentos de produção e
marketing, incluindo entre eles
logística e produção as funções de programação da produção, localização
industrial e compras, já entre logística
e marketing as funções de formulação de preço, embalagem, localização de depósitos
e definições de padrões para níveis de serviços.
Sendo a logística uma ferramenta capaz
de agregar valor ao marketing organizacional e servindo como ferramenta
gerencial, a integração departamental da mesma, torna-se essencial para
tal.
Evoluindo da integração interna para
integração externa dos sistemas e subsistemas que compõem esse termo.
Surge neste momento diminuição dos
centros de distribuição, estratégias conjuntas de partes da cadeia de
suprimentos melhorando a eficiência, uso cada vez maior das tecnologias de
informação, ajudam a proporcionar isso.
A TECNOLOGIA DE
INFORMAÇÃO
Podemos defini-la como um conjunto das
atividades e soluções proporcionadas por recursos de computadores, utilizados
para melhorar o desempenho organizacional.
"a
gestão ou o gerenciamento de tecnologias de informaçãobaseia-se em
processos.Cada um deles é constituido por um conjunto de atividades
interrelacionadas, a partir de um objetivo estipulado, executadas para atingir
os resultados desejados.Um processo pode tornar-se bastante complexo dependendo
da organização, sendo que para cada processo, existe um método de gestão específico. Assim também
deve existir um gestão do processo designado pela área ou tecnologia de informação
para coordená-lo. Um processo não deve ser visto isolado dos outros processos,
pois eles estão inter-relacionados, razão pela qual a gestão de serviços de
tecnologia de informação é necessário, coordenando
todos os
processos de tecnologia de informação para obtenção do mesmo objetivo" (ITIL,
2004, MAGALHÃES PINHEIRO, 2007, p. 149).
Desta forma os alinhamentos
estratégicos da gestão de tecnologia de informação juntamente com a gestão da
logística, através das trocas de experiências e necessidades, criam equipes
multidisciplinares, surgindo as melhores ferramentas tecnológicas relacionadas
ao assunto Supply Chain Management, como algumas detalhadas nos próximos
tópicos.
Se nas organizações do mundo globalizado o planejamento e definição de
estratégias adequadas as realidades organizacionais são os fatos geradores do
diferencial competitivo no mercado, caberá aos gestores “a arte de planejar”
processos alinhando-os aos objetivos e metas organizacionais, interligando
todos os pontos da cadeia de suprimentos.
SISTEMAS UTILIZADOS COMO
FERRAMENTAS PROPULSORAS DE DIFERENCIAL COMPETITIVO
O cliente quer comodidade, velocidade,
e para tal os processos e serviços devem ser integrados, customizáveis, fáceis
de usar, flexíveis e integrar interna e externamente seus processos de gestão buscando
o diferencial.
O ERP ( Enterprise Resource Planning
) ou sistemas de gerenciamento
empresarial é uma evolução do sistema denominado nas organizações de MRP (
Material Requerement Planning ) onde estava ligado a pedido e produção nas
organizações, desta forma cada pedido colocado na organização, automaticamente
se vinculava a ele, as quantidades de horas trabalhadas necessárias para a
produção, assim como também todo a matéria-prima necessária, acionando a compra
de necessários não presentes em estoque, gerando menor custo de processo de
produção. Esse sistema foi o propulsor da integração de informações e propiciou
a integração de outros departamentos da empresa, buscando sempre minimização de
custos e compartilhando as mesmas informações, alcançado isso, surge então a denominação ERP.
Clientes
|
Fornecedores
|
Produção
|
Fonte Adaptada: E-Business na Infoera,
p: 263
Toda relação departamental existente
internamente na organização, são meios geradores de informações e as
compartilham entre si, maximizando os resultados finais organizacionais,
através da eficiência dos processos e eficácia do objetivo que é a satisfação
do cliente.
Por se tratar de sistemas muito
complexos, que contemplam todas as operações das empresas tendem a serem
implementados em partes até sua concepção final, pois geram um alto custo em
curto prazo, mas em longo prazo propiciam uma altíssima agilidade no processo
decisório, trazendo com sigo uma economia tamanha que supera seu impacto de
implementação.
Tanta tecnologia disponível no
mercado para as pequenas e médias empresas se adaptarem às vezes tem um custo
superior ao seu faturamento anual, tornando-se inviável a implementação e neste
momento entra a gestão, formulando
parcerias de sucesso da cadeia de suplementos onde talvez seja necessário adequar
tecnologicamente apenas um setor da empresa adequando-se as necessidades
momentâneas, mas não deixando de fazer parte da cadeia de suprimentos, nem de satisfazer
o cliente.
Existem alguns estágios do desenvolvimento
de um ERP, que agiliza sua implementação ou dificultam são eles:
·
1°
Estágio: Nenhuma estrutura de ERP – este caso evita que tenha que ser feito
adaptações nos módulos, agilizando o desenvolvimento, a aplicação modular é
completa.
·
2°
Estágio: Sistemas não integrados – são casos onde cada departamento possui o
seu próprio sistema de controle e geração de informações, neste caso é
necessário diversas adaptações para que um sistema de compras por exemplo,
esteja ligado diretamente ao setor financeiro da empresa e assim sucessivamente
com os demais departamentos organizacionais aumentando o custo de implantação.
·
3°
Estágio: ERP parcial - neste caso ocorre estrategicamente a junção
de alguns departamentos considerados essenciais nos processos, exemplo área de
recursos humanos com a área financeira, alinhando eletronicamente folha de
pagamento, pagamentos de impostos, gerando informação de caixa disponível
,porém outras informações de relevantes para o tomador de decisão ainda não
estão integradas.
·
4°
Estágio: Unidade de negócio integrado – nesta fase todos os sistemas internos
de uma organização estão interligados, tornando-se o próprio sistema gerador de
informações e apoio nas tomadas de
decisões. Aqui o ERP sistemas de gerenciamento empresarial passa a funcionar
internamente, exercendo sua função de fato.
·
5°
Estágio: Empresa totalmente integrada em seu ERP – difere do anterior pois
nesta fase as informações geradas ultrapassam as barreiras geográficas e
paredes da organização e são utilizadas também por fornecedores, clientes,
parceiros através de outra tecnologia auxiliadora denominada Supply Chain
Management.
Antes de falar das outras ferramentas
tecnológicas específicas da área de logística definiremos os conceitos de internet,
intranet e extranet fundamentando o trabalho e transmitindo um conhecimento
muitas vezes desconhecidos inclusive por gestores organizacionais, não por
desleixo, mas por não ter uma formação técnica nesta área do conhecimento.
INTERNET – é uma derivação da rede
militar surgida nos anos 60 chamada de ARPANet, a idealização foi de criar uma
rede de comunicação segura, capaz de funcionar mesmo que sofresse colapso. Fio
criado um padrão de comunicação denominado internet Standards, baseados em
protocolos padrões, a rede de internet usa vários padrões de protocolos para
diferentes fins, exemplo: protocolos SMTP ( enviar e-mail ), protocolos POP3 ( receber e-mail), protocolos
IRC ( para chat ), protocolos HTTP ( Hiper Text Transfer Protocol = WEB ) desta
forma esse é apenas mais um serviço que a internet oferece e que se popularizou
tanto e é conhecido como WWW. (World Wide Web), alguns o confundem com a
própria internet, mas é apenas um serviço por ela oferecido.
INTRANET - utiliza o mesmo protocolo HTTP com um diferencial de
senhas de acesso gerido pelo gerenciador da intranet, sua vantagem é que dados
poderão ser colocados na rede e somente quem deter login de acesso poderá
acessá-los organizações utilizam se desta possibilidade para ligar seus
sistemas de informações.
EXTRANET - funciona como as anteriores exceto no
diferencial que ao contrario de criar login individual por usuários, as extranet libera acesso a usuários de outras
intranets, fazendo com que duas ou mais intranets se comuniquem, transferindo
dados e informações.
Aproveitando essa ferramenta a gestão
filia-se a essa tecnologia e direciona ao tema do nosso trabalho.
TECNOLOGIA EDI
Intercâmbio
Eletrônico dos Dados é a transferência de dados entre dois pontos específicos
através das intranets, Muito utilizado nos departamentos de vendas das organizações,
propiciando em tempo real (online) dados e informações como estoques
disponíveis, ou até após a colocação de um pedido gera automaticamente, pedido
de produção e isso se estende pelos diversos níveis da cadeia de suprimentos,
se estiver interligado através de extranet.
Principais benefícios desta
ferramenta são, redução de estoques, minimização dos custos, maximização dos
resultados, redução das despesas administrativas.
TECNOLOGIA VMI
Diretamente
ligado, está outra ferramenta chamada VMI – Estoque Administrado pelo
Fornecedor, onde a gestão interligada dos ERP´s recebe a informação de produção
e já providencia o envio de matéria-prima necessária ao atendimento, evitando desperdício.
Sua principal função é prover no
momento certo, na quantidade certa o necessário ao cliente para produção.
TECNOLOGIA ECR
Essa tecnologia ECR – Resposta
Eficiente ao Cliente disponibiliza a integração direta entre estoque de
varejistas e estoque de fornecedor, possibilitando a eficiência da distribuição.
É a integração existente entre
varejistas, distribuidores e fabricantes buscando aumentar seus faturamentos, monitorando
estoques e aperfeiçoando cada estágio da cadeia, minimiza custos operacionais e
proporciona sempre, o que o cliente deseja, no momento em que deseja, e a um
bom preço.
Aqui
o planejamento e a redução de estoques estão bem alinhados reduzindo a próxima
de zero os erros.
O Supply Chain Management juntamente com
a tecnologia, tem proporcionado aos que fazem parte do processo, um diferencial
que pode e vem sendo considerado como diferencial competitivo das empresas, uma
vez que clientes ( mesmo que inconsciente ) preferem comprar em organizações
que a disponibiliza, geralmente esses fornecedores sempre tem tudo que o
cliente quer, não falta nunca já que o processo funciona como uma espécie de
engrenagem contínua, variando de cadeia para cadeia apenas nos números de
processos integrados, mas numa sinergia contínua e funcional entre fabricante e
consumidor.
O diferencial da gestão estratégica
da cadeia de suprimentos em logística está em conseguir agregar a cada parte do
processo o melhor parceiro, que busque o mesmo objetivo comum das demais partes
envolvidas, cabe neste momento colocar a importância antecipada às tecnologias
que serão empregadas e aos processos que farão parte da cadeia de suprimentos,
o planejamento estratégico definido, pois, se nos depararmos em partes do
processo onde objetivos próprios sejam colocados em primeiro lugar, superando o
objetivo comum da cadeia de suprimentos, a gestão estratégica falhará e teremos
perdas financeiras, daí a importância dos gestores empresariais executarem bem
seus serviços, daí a importância da adequada remuneração aos profissionais
desta área, que entendem de fato o verdadeiro ideal deste processo que é
proporcionar às organizações envolvidas a economia de integração e economia de
escala.
Estrategicamente podemos agregar
como elo da Supply Chain Management uma empresa de transportes específica onde
enquanto parceira garantiria a ela todo transporte envolvido gerando por
conseqüência aos outros elos do toda uma redução de custos significativos,
propiciando a sustentabilidade do processo.
Para dar sustentabilidade a esse
processo, o planejamento estratégico é fundamental, alinhado a tecnologia de
informação e suas ferramentas auxiliadoras disponibilizadas diretamente para
esse conceito, discutidas posteriormente.
A organização que executa a
distribuição dos bens e serviços uma vez inserida como elo da cadeia, tende a
se manter nela por muito tempo, assim sendo estrategicamente os gestores num
momento de escolha organizacional deve levar em consideração algumas
possibilidades de alteração no cenário mundial como: alteração dos produtos da
cadeia, alteração em leis, migração ou expansão dos mercados entre outros,
mantendo assim a possibilidade de continuidade da parceria, mesmo com o mundo
tão flexível como na atualidade e a tendência sendo aumentar cada vez mais as
incertezas. Tornando essencial o planejamento estratégico adequado, não apenas
de uma organização mas de todas que
compõem o Supply Chain Management, buscando satisfazer o objetivo em comum.
PESQUISA
Foi elaborado questionário de pesquisa
quantitativa para pequenas e medias empresas do ramo industrial e comercial.
Onde ficou demonstrado que 85% das
pequenas empresas comerciais varejistas, não tem nenhum tipo de parcerias
formadas, e 100% delas não tem parcerias formadas para logística.
Dos 15% que detém alguma forma de
parceria, 0% investiu em tecnologia da informação como diferencial competitivo,
e 100% investimento em tecnologia de informação para gerenciamento, destes 90%
utilizam-se de internet e uma minoria ainda não utiliza destes recursos
tecnológicos, destes 90% que utilizam internet, os 100% fazem pedidos,
cotações, passam orçamentos (B2B e B2C).
Questionados sobre a necessidade de
o varejista ter um processo logístico, 100% sentiu essa necessidade, já que mesmo
no mundo globalizado, nos pequenos comércios ainda há compras por telefone, fax,
via e-mail e assim como nas diferentes ferramentas tecnológicas mais modernas,
também precisam ser entregues aos clientes, dos que sentem essa necessidade,
65% customizou esse processo com funcionários e veículos próprios enquanto que
os outros 35% utilizam-se da terceirização como ferramenta, e terceiriza para
empresas de logística de pequeno porte, como associação de moto boys.
Esses se utilizam de tecnologias
como telefonia via IP para contato, propostas muitas vezes pelas empresas de
logística que mesmo pequena nesse caso utiliza tecnologia de informação como
diferencial competitivo.
Já na indústria de médio porte 100% utiliza-se
de tecnologia de informação como diferencial competitivo, para gerenciamento de
estoque, utiliza tecnologia de intranet com vendedores, mas também em 100%
entrevistadas não possui tecnologias nem parcerias de informação voltadas
exclusivamente para cadeia de suprimentos, assim como no comércio a internet é
utilizada para funções básicas e não como diferencial competitivo.
CONCLUSÃO
Este estudo demonstra que há campo
para implementação de tecnologia de informação relacionada a cadeia de
suprimentos nas médias e pequenas empresas, o relevante para tal é conseguir a
especialização ou visão mesmo que genérica da importância nesse processo de
Supply Chain Manegement dos gestores e minimizar os custos de implementação a
curto prazo nas organizações de pequeno porte, possibilitando a elas a
agregação desta ferramenta administrativa funcional em seus processos.
O processo de planejamento
estratégico para implementação destas ferramentas tem que alinharem-se as
realidades organizacionais, pois, de nada adianta querer ser um varejista
participante da cadeia de suprimentos se a tecnologia de informações
necessárias for de alto custo financeiro, cabendo aqui um novo estudo posterior
ou até um nicho de mercado no ramo de atividade a ser explorado onde
ferramentas de software e hardware alinhem-se as realidades das pequenas
organizações. A possibilidade de rateio entre os elos da cadeia também tende a
ser considerada uma possibilidade de implementação nas pequenas e médias
organizações.
Na atualidade as empresas de médio e
pequeno porte buscam satisfazer em curto prazo suas necessidades imediatas, focando-se
nas execuções das tarefas propriamente ditas, enquanto que o planejamento das
tarefas a serem executadas e alinhando-as
a tecnologias de informação, tende-se a alinhar também o objetivo
organizacional, propiciando através do planejamento estratégico organizacional,
o diferencial competitivo nas médias e pequenas empresas pela gestão da cadeia
de suprimentos.
A tecnologia de informação
demonstrou que criar ferramentas é apenas uma questão de necessidades, assim
basta os gestores, saberem expressar o que necessitam e a adequação
correspondente em termos de ferramentas informatizadas surgirá, melhorando cada
vez mais a comunicação existente entre as organizações, mas, para o eficiente
processo de Supply Chain Management tornar-se funcional, o gestor, o
planejamento organizacional, o objetivo organizacional e as ferramentas
tecnológicas estando integrados, trona-se a verdadeira relevância.
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Editora Atlas - São Paulo - 2003 - 192p. 3° edição: 2008.
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16/01/2012
Autor: Debora Uliana e Franco Takakura
RESUMO
A auditoria é um instrumento de controle e de verificação sistemático
da eficiência e eficácia das atividades operacionais de uma organização. Visa
analisar os procedimentos, detectar as dificuldades e as não conformidades do
sistema e determinar sua adequação para alcançar as políticas e objetivos da companhia.
(ARAÚJO, 2006)
Ela pode ser também chamada por auditoria de desempenho, de resultados
ou de gestão.
Com a constante transformação que a humanidade em geral está
vivenciando, torna-se essencial que as organizações, se adequem as
transformações, para que possam atingir um bom desempenho global.
Atualmente o mercado exige qualidade dos produtos e serviços e a
satisfação do cliente, os erros existentes no processo de produção desses
produtos e serviços, é o alvo à que a auditoria operacional se destina. Os
clientes não mais admitem falhas nos produtos e serviços, portanto a auditoria
busca detectar e sanar essas falhas para que a organização atinja, ao máximo,
seus objetivos, alcançando assim a plena satisfação dos clientes.
A auditoria é uma ferramenta de gestão eficaz e recente no mercado,
que busca as conformidades dos processos, focada no resultado. É uma ferramenta
nova, porém essencial para toda e qualquer organização, independe do porte da
mesma.
A essencialidade da auditoria operacional como uma ferramenta na
gestão empresarial, traz a motivação para a pesquisa e desenvolvimento dessa
monografia. Com a constante evolução do mercado, que afeta diretamente as corporações,
faz-se necessário o conhecimento de todos os procedimentos e resultados que a
auditoria operacional pode proporcionar.
Os procedimentos utilizados na auditoria são complexos, mas são
eficientes e eficazes, auxiliando os gestores na administração. Sendo assim,
então porque as empresas não aderem à auditoria operacional se os seus
resultados são eficientes e eficazes?
Com a explanação do conceito, dos objetivos e dos processos da
auditoria operacional essa monografia busca apresentar a auditoria operacional
como uma ferramenta na gestão de uma organização, destinada a avaliar e
analisar se todos os bens e recursos da organização estão sendo utilizados de
maneira eficaz e eficiente e apresentar a necessidade de sua implantação em
todas as companhias.
AUDITORIA
OPERACIONAL
Auditoria
operacional é composta por um conjunto de normas e procedimentos que visam
avaliar as atividades operacionais executadas pela organização. A auditoria
revelará as não conformidades das atividades e procedimentos e esse apontamento
servirá de base para que o administrador busque as soluções cabíveis para cada uma
das não conformidades.
Com a importância da auditoria operacional, diversas
definições surgem.
Attie (2009) define que a auditoria operacional é uma função
independente de avaliação, criada para examinar e avaliar as atividades da
empresa, ela auxilia os membros da administração a desincumbirem-se eficazmente
de suas responsabilidades. A auditoria deve fornecer análises, avaliações,
recomendações assessoria e informações relativas às atividades examinadas.
Para Sá (2007) a auditoria operacional é o exame do desempenho
administrativo, onde procura julgar o controle administrativo visando um
desempenho adequado da organização, busca aprofundar-se no conhecimento de uma
gestão competente que está preocupada com o patrimônio e como ele atua.
O Escritório da Controladoria Geral dos Estados Unidos (GAO –
Escritório de Controladoria Geral dos Estados Unidos, 1995) afirma:
A auditoria operacional é um exame objetivo e sistemático
de evidências, com o fim de proporcionar uma avaliação independente do
desempenho de uma organização, programa, atividade ou função governamental, no
sentido de fornecer informações para melhorar a accoutability[1] pública
e facilitar o processo de tomada de decisões pelos envolvidos na
responsabilidade de supervisionar ou iniciar ações corretivas.
As auditorias operacionais abrangem a auditoria de
economia, a de eficiência e a auditoria de programas.
As auditorias de economia e eficiência têm como
propósito determinar: a) se a entidade está adquirindo, protegendo e empregando
seus recursos (tais como pessoal, bens, infra-estrutura física) econômica e
eficientemente; b) as causas de ineficiência ou de práticas antieconômicas; c)
se a entidade tem cumprido as leis e regulamentos aplicáveis em matéria de
economia e eficiência.
Segundo o Escritório do Auditor-Geral do Canadá (OAG), a
auditoria operacional é “o exame e avaliação das operações com a finalidade de
informar à administração se as várias operações estão sendo executadas em
conformidade com as normas estabelecidas. Inclui uma avaliação da eficiência dos
procedimentos operacionais.”.
A Portaria nº. 63/96 do Tribunal de Contas da União apresenta
a seguinte definição para a auditoria operacional: “auditoria que incide em
todos os níveis de gestão sob o ponto de vista da economia, eficácia e
eficiência, nas fases da programação, execução e supervisão”.
A auditoria operacional nos revela as falhas cometidas, ela
tem como função de direção “analisar e apreciar, com vistas às eventuais ações
corretivas, o controle interno das organizações para garantir a integridade de
seu patrimônio, a veracidade de sua informação e a manutenção da eficácia de
seus sistemas de gestão” (RAMIO e MAS, in ARAÚJO, 2006, p. 34).
Conforme Boynton, Johnson e Kell (2002) para o pleno
entendimento da essência da auditoria operacional é preciso conhecer por partes
alguns processos fundamentais.
Processo sistemático: Como na auditoria de demonstrações
contábeis, uma auditoria operacional envolve uma série organizada, estruturada
e lógica, de etapas e procedimentos. Planejamento adequado, obtenção e
avaliação objetiva de evidencias relacionadas com a atividade que está sendo auditada
também faz parte desse processo.
Avaliação de operações de uma organização: A avaliação de
operações deve ser baseada em critérios previamente existentes ou sobre os
quais se estabeleça considerável conhecimento. Os critérios assumem a forma de
desempenho estabelecida pela administração e usualmente são menos claramente
definidos que os aplicados em auditorias contábeis. A auditoria operacional
mede o grau de correspondência entre o desempenho real e os critérios pré-estabelecidos.
Eficácia, eficiência e economia de operação: a auditoria
operacional tem a finalidade de auxiliar a administração da organização a
melhorar a eficácia, a eficiência e a economia de suas operações. Ela focaliza
o futuro, ao contrário da auditoria nas demonstrações contábeis, que avalia o
passado.
Relato a pessoas adequadas: O parecer de uma auditoria
operacional é destinado à administração, pessoa ou agência que a encomendou.
Uma cópia do parecer é encaminhada ao conselho de administração e ao comitê de
auditoria.
Recomendações para aperfeiçoamento: Em contradição com o que é
feito em uma auditoria de demonstrações contábeis, a auditoria operacional não
se encerra com um relatório do que nela foi verificado e sim com um relatório
contendo as recomendações para aperfeiçoamento das operações da organização.
Podemos citar como objetivo da auditoria operacional o aumento
de receitas, melhorias do desempenho dos procedimentos, diminuição de
desperdício e práticas ineficientes, antieconômicas, ineficazes e abusivas,
redução de custos, melhoria nos controles, racionalização dos procedimentos,
incremento do resultado entre outras.
Haller (1985
apud Araújo 2006) menciona que a auditoria operacional abarca uma gama de
trabalhos de auditoria com tendência natural à divisão em duas áreas
principais, auditoria de eficiência e economia e auditoria de eficácia. As
auditorias de eficiência e economia se concentram na melhoria do uso dos
recursos, mediante redução dos custos e com o aumento da produção. A auditoria
de eficácia avalia como se cumpre uma atividade, em relação aos seus objetivos
ou a parâmetros de desempenho apropriados.
Conforme Attie (2009) para que o trabalho da auditoria
operacional tenha qualidade na organização é necessário que esteja firmemente
amparada, de um lado na aceitação dos administradores e de outro lado, pela
execução de um serviço continuo e imaginativo que o auditor possa oferecer à
administração.
O auditor e o administrador precisam estar cientes de que
permitir um trabalho técnico, conclusões e recomendações podem permanecer
imponentes se ignoradas, mesmo que o parecer da auditoria tenha sido
cuidadosamente preparado.
Havendo qualidade adequada na organização, o suporte da
administração da organização fornece ao trabalho e ao relatório do auditor
força e efeito. Serviços conscientes e inovadores para a tomada de decisão
dentro da empresa descobrem novos trabalhos para a auditoria e fornece ao
auditor a chave para abrir as portas de qualquer área da empresa.
Quando a
administração se acostumar com as novas formas de relatórios e diagnósticos,
ela se tornará dependente desses resultados e tornará a usá-lo com muita frequência.
MODELO DE GESTÃO NA AUDITORIA OPERACIONAL
Crozatti
(1998, apud Padovese, p.26, 2009) diz que: “as crenças e valores são conceitos
que formam a cultura organizacional, interagem e conduzem à criação do modelo
conceitual a ser adotado para gerir a empresa, denominado modelo de gestão”.
O
modelo de gestão é formado por:
·
processo de gestão do sistema da empresa:
planejamento, execução, controle.
·
avaliação de desempenho de áreas e de gestores:
responsabilidade por resultados das áreas de responsabilidade.
·
processo decisório: centralizado ou
descentralizado.
·
comportamento dos gestores: motivação e
empreendedorismo.
Conforme
Padovese (2009, p. 26) “o modelo de gestão pode ser definido como o conjunto de
normas e princípios que devem orientar os gestores na escolha das melhores
alternativas para levar a empresa a cumprir sua missão com eficácia”.
Dentro da
organização o modelo de gestão é expresso através de um processo que permite a ordenação
da administração da organização para o fluxo dos processos de tomada de
decisão, em todos os planos e níveis, esse processo é denominado processo de gestão.
(PADOVESE, 2009)
“Processo é a
sucessão de estados de um sistema, que possibilita a transformação das entradas
do sistema nas saídas objetivas pelo mesmo sistema”. (PADOVESE, 2009, p. 27).
O processo de
gestão tem como objetivo auxiliar a organização a alcançar seus resultados
dentro de um conjunto coordenado de diretrizes, para que assim consiga alcançar
suas metas e objetivos apresentados na visão da empresa (PADOVESE, 2009). Ele
auxilia a organização no planejamento, na execução e no controle das atividades.
No processo de
gestão o planejamento é dividido em dois, o planejamento estratégico onde a
organização formula ou reformula suas estratégias empresariais, dentro da visão
específica da organização; e o planejamento operacional onde são definidos os
planos, políticas e objetivos operacionais da corporação.
Após o
planejamento realiza-se a execução do processo de gestão, onde são colocadas em
práticas as diretrizes levantadas no planejamento. E o controle é a última
parte do processo de gestão, onde é avaliado o grau de adesão entre os planos
traçados e os objetivos alcançados, sendo também analisadas as causas dos
desvios, quando ocorrerem.
A
auditoria operacional está inserida no processo de gestão, pois assim a
auditoria operacional o processo de gestão procura auxiliar a administração da
organização a alcançar seus objetivos, utilizando-se de normas e procedimentos
que avaliam e controlam as operações das empresas. O processo de gestão mais
indicado para representar a auditoria operacional é composto da seguinte forma:
Crenças e
valores: é um conjunto de crenças e princípios que orientam as ações e
atividades da empresa.
Missão:
consiste no propósito da empresa, são as atividades que a empresa executa sua
diferenciação e seu papel em relação aos concorrentes, as conquistas que
pretende alcançar.
Características
do negócio: é descriminada através das atividades que a empresa executa, é o ramo
de atividades da empresa.
Variáveis ambientais
externas: são variáveis decorrentes de operações, são os concorrentes,
fornecedores, clientes diretos.
Diretrizes organizacionais
estratégicas: todas as estratégias organizacionais utilizadas pela organização
como diretrizes de gestão.
Variáveis ambientais
internas: são os valores da empresa e os proprietários e funcionários.
Geralmente esses aspectos são analisados através da cultura organizacional da
empresa.
Abaixo temos
uma representação de um modelo de processo de gestão.
Missão
|
Característica
do negócio
|
Crenças
e Valores
|
Modelo
de gestão
|
Variáveis
Ambientai
Externas
|
Diretrizes
Organizacionais
Estratégicas
|
Variáveis
Ambientais
Internas
|
Planejamento
Estratégico
|
Cenários
|
Oportunidades
|
Ameaças
Aameaças
|
Avaliação
|
Pontos Fortes
|
Pontos Fracos
|
Diretrizes Políticas e
Estratégicas
|
Planejamento Operacional
|
Objetivos
|
Aprovação
|
Definição dos Meios e
Recursos
|
Alternativas
De Ação
|
Planos e
Metas
|
Planos
Aprovados
|
Execução
|
Controle
|
__________________________________________________________________________________________
Figura 1 1 Processo de gestão: visão analítica, apud Padovese (2009, p. 29).
Execução da Auditoria Operacional
A fase de execução do trabalho da auditoria implica a
aplicação do trabalho planejado, obedecendo às normas e procedimentos da
auditoria e buscando os objetivos traçados anteriormente, na fase do
planejamento. Faz-se necessário a obtenção da documentação, dos procedimentos
do contato direto e pessoal com as pessoas envolvidas no processo.
Uma ferramenta utilizada na execução dos procedimentos de
auditoria é a observação, ela consiste no acompanhamento ou testemunho da
realização de algumas atividades ou processos da organização. A observação é feita
em atividades de rotina, em pessoas e em procedimentos.
O auditor deve planejar e realizar testes de controle para
que possa ter evidência de auditoria apropriada e suficiente quanto à
efetividade operacional dos controles relevantes na prevenção ou detecção e
correção de distorções relevantes. (CFC,
2009)
Klann, Rengel e Scarpin (2010 apud resolução 1214 de 2009 do
CFC). Esses testes de controles são divididos em testes de observância e testes
substantivos. Os testes de observância são realizados com a finalidade de
confirmar se os procedimentos utilizados na organização são seguros e
confiáveis e se observam às especificações do sistema. Geralmente os testes são
aplicados nas áreas de maior risco dentro da organização, a seguir temos alguns
modelos de testes de observância, que podem ser aplicados durante a execução
dos procedimentos de auditoria:
Testes de aprovação – esse teste confirma se as
transações e documentações foram aprovadas por pessoas em níveis adequados.
Exame documental – é a avaliação dos procedimentos
de controles e monitoramento de documentos que comprovem as transações
comerciais e de controle.
Inquérito – são perguntas realizadas para se obter
respostas satisfatórias, podem ser realizadas através de conversações,
declarações formais, e as respostas são averiguadas para confirmar as
informações.
Exame e contagem física – verifica a existência física
do objeto ou procedimento examinado, nesse teste são verificadas as
quantidades, constatação visual, identificação, autenticidade e qualidade dos
objetos ou procedimentos.
Na execução da auditoria faz-se necessário a
obtenção de evidências, que em atendimento aos objetivos da atividade de
auditoria, são realizados testes ou provas adequadas a cada circunstância, com
o intuito de se obter evidências que fundamentem objetivamente as recomendações
e conclusões que serão emitidas pelo auditor. Araújo (2006) menciona que as
evidências de auditoria são classificadas conforme os procedimentos que lhe dão
origem, como:
- evidência física: é obtida através de inspeção física ou observação direta de pessoas, bens ou processos; geralmente é representada através de gráficos, memorandos descritivos, mapas, amostras físicas;
- evidência documental: são obtidos por meio de exames de ofício, contratos, documentos comprobatórios (nota fiscal, recibos, relatórios) e também é obtida por meio de informações de pessoas de dentro ou fora da organização.
- evidência testemunhal: é decorrente da aplicação de entrevistas ou questionários; e
- evidência analítica: obtida mediante conferência de cálculos, comparações e análises realizadas pelo auditor.
Para Boynton, Johnson e Kell (2002) existem mais
algumas classificações de evidências:
- evidência eletrônica: são evidencias mantidas em meios eletrônicos, capturadas através de scanners, sensores, meios magnéticos, mensagens por computador; e
- evidência matemática: recálculos efetuados pelo auditor.
Takakura (2007) relata que:
1. Finalidade da evidência – resume-se na captação
de elementos que sustentem a emissão do parecer do auditor e que convençam
quanto aos fatos e situações observadas, a veracidade da documentação avaliada,
coesão da contabilização dos fatos e fidedignidade das informações e registros
gerenciais.
2. Qualidade da evidência – a evidencia tem
qualidade satisfatória quando reúne características de competência, pertinência
e suficiência. Suficiência – quando a aplicação de testes resulta na obtenção
de provas, com um grau elevado de convencimento referente à realidade e
veracidade dos fatos auditados. Adequação – os testes realizados são
apropriados à natureza e características dos fatos auditados.
·
Pertinência – a evidência é pertinente quando há
coerência com as observações, conclusões e recomendações da auditoria.
·
Critérios para obtenção da evidência – o auditor
será guiado pelos critérios de importância relativa e de níveis de riscos
prováveis. A importância relativa refere-se ao significado da evidência no
conjunto de informações; os níveis de riscos prováveis, as possibilidades de
erro na obtenção e comprovação da evidência; e
·
Impropriedades e irregularidades – o auditor
deve atentar-se as transações e situações que exprimir indícios de
irregularidades, e quando obtidas tais evidência, deverá ser destacado em seu
parecer, para que sejam tomadas as devidas providências para correção.
3. Detecção – mesmo não sendo o objetivo principal
da auditoria, o auditor deve está consciente da possibilidade de erros, no
decorrer dos exames, portanto deve atentar-se para as fragilidades dos
controles internos; para riscos potenciais dos recursos utilizados na
organização; as particularidades de como se desenvolvem as operações; as
atitudes e comportamento do pessoal perante os controles existentes.
Com a observância das particularidades de cada
operação, o auditor conseguirá identificar os indicadores de irregularidades e diante
de tal informação, o auditor deverá ampliar os procedimentos necessários para
evidenciar a existência de irregularidades.
4. Apuração – apuração de irregularidades e
improbidades exige do auditor prudência e profissionalismo, para que consiga
alcançar os objetivos com efetividade. Quando o auditor detectar
irregularidades deverá levar ao conhecimento da direção/administração,
solicitando esclarecimentos e justificativas concernentes. (TAKAKURA, 2007)
Acrescentando, Araújo (2006) menciona que a
entrevista é uma importante ferramenta na execução da auditoria operacional, é
um método de investigação auditorial, uma técnica para coleta de dados por meio
de diálogo entre o auditor e o auditado e assim se obtêm opiniões, fatos, testemunhos
e dados sobre determinado assunto auditado. A entrevista é uma situação de
estimulo – reação, ou seja, pergunta – resposta.
Sá (2007) refere-se à entrevista como sendo “uma
análise profunda, como o uso dos critérios de alta especialização”. Ela é usada
como para se aproximar e detectar os primeiros problemas e falhas na gestão da
organização.
Em uma auditoria operacional, todas as evidências
obtidas pelo auditor devem ser transcritas em papéis de trabalho, para mostrar
o trabalho realizado, os métodos e procedimentos aplicados e as conclusões a
que se chegou.
Conforme Oliveira et al (2008) existem algumas
características que os relatórios de auditoria precisam ter:
·
Utilidade – devem ser instrumentos que auxiliem
na tomada de decisão;
·
Rigor e Independência – os relatórios precisam
de uma apresentação imparcial dos fatos relevantes das situações auditadas;
·
Consistência – nos relatórios devem ser
apresentados fatos comprovados, sempre que possível exemplificado com as falhas
existentes;
·
Clareza – os relatórios devem permitir percepção
rápida para as pessoas a quem é endereçado, devem ser evitados termos técnicos;
·
Concisão – os relatórios devem ser precisos,
consistente com a apresentação, quando necessitar de detalhamento deve ser
incluído em relatórios subsidiários;
·
Oportunidade – os relatórios devem ser
preparados cobrindo períodos definidos e produzidos com rapidez para habilitar
a execução de ações corretivas em tempo hábil; e
·
Objetividade – os relatórios devem se enquadrar
na estrutura orgânica, sendo endereçado para as pessoas corretas somente com
informações que sejam interessantes sobre fatos relevantes.
Os papéis de trabalho devem ser preenchidos de
maneira que outro auditor possa analisar e compreender, com isso é necessário
seguir algumas regras para que se possam alcançar bons resultados, os papéis de
trabalho devem obedecer às normas de auditoria, os procedimentos de auditoria
utilizados deverão ficar evidente quanto a sua extensão e profundidade, devem
ser limpos, claros, concisos, corretos, contendo informações úteis para o
futuro em tempo hábil.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A auditoria
operacional é uma prática nova no Brasil que visa a avaliação do desempenho de
todos os procedimentos e atividades executadas e tem o intuito de auxiliar a
administração das organizações na gestão empresarial, nas tomadas de decisão, proporcionando
recomendações para promover melhorias em toda a empresa.
Utilizada como
um modelo de gestão dentro da entidade a auditoria torna-se uma ferramenta de
gestão indispensável, uma diretriz para estratégias operacionais, pois
ultrapassa os aspectos financeiros, adentrando-se nas questões de economia,
eficácia e eficiência.
Desde seu
surgimento até hoje obteve muitas conquistas de mercado e busca sempre, com
suas práticas e procedimentos eficientes e eficazes, alcançar todo o mercado.
Atualmente as companhias
que praticam os procedimentos de auditoria são empresas de grande porte, como por
exemplo, as multinacionais. Nas corporações onde a administração tem forte
influência de uma cultura organizacional conservadora, não existe a prática da
auditoria operacional, devido os valores e crenças fortemente implantados nesse
tipo de organização, geralmente entidades de pequeno porte e com administração
executada pelos familiares.
O mercado e a
concorrência que nele existe, exige produtos e serviços de qualidade, junto a
uma gestão que proporcione a conscientização para o aprimoramento continuo e
eliminação de toda e qualquer falha ou desperdício existentes nos processos.
Para que os
produtos e serviços tenham excelência em qualidade e para que sejam eliminadas
toda e qualquer falha ou desperdício torna-se necessário que todas as
atividades e procedimentos realizados na organização sejam minuciosamente
avaliados, reorganizados e controlados, para que só assim as organizações
possam se aproximar da verdadeira qualidade de seus produtos e serviços.
Em contra
partida, as corporações ainda possuem uma forma rudimentar de pensar, focadas
somente nos lucros, não conseguem visualizar que com qualidade e excelência nos
produtos e serviços alcançarão um aumento expressivo nos resultados, gerando consequentemente
um aumento nos lucros.
Com os estudos
realizados houve evidências da existência de um grande bloqueio quanto à
implantação e execução da auditoria operacional nas entidades de médio e
pequeno porte. Conforme os estudos realizados, esse bloqueio existe por dois
fatores: cultura organizacional e custos com a implantação e execução da
auditoria operacional.
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[1] Compromisso ético e legal de se
responder por uma responsabilidade delegada. Apud Araújo, 2006,14.
muito bom, tinha uma outra noção sobre logística, Grato.Reginaldo Cruz adm4.
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